sexta-feira, 3 de junho de 2011

Censura à imprensa entra na pauta da CLDF

Imagens meramente ilustrativa do Google Imagens

Por Odir Ribeiro

Sessão marcada para próxima segunda-feira (06) debaterá constantes intervenções do Poder Público na linha editorial dos veículos de comunicação

Os recentes casos de censura à imprensa vão pautar o trabalho da Câmara Legislativa na próxima semana. Na tarde de segunda-feira (06), os distritais vão se reunir com autoridades e representantes da sociedade civil para discutir o tema da liberdade de imprensa também no âmbito do Distrito Federal. O requerimento da sessão é de autoria da deputada Liliane Roriz (PRTB), presidente da Comissão de Assuntos Sociais. O evento está marcado para começar às 14h30, no Plenário da Câmara Legislativa.

Nesta semana, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados aprovou um projeto que torna crime a revelação e a divulgação de informações de processos que corram em segredo de justiça. O projeto criaria um novo artigo do Código Penal no capítulo dos crimes praticados por funcionário público. E puniria com dois a quatro anos de prisão "a revelação e a divulgação de fatos ou dados que sejam objeto de investigação criminal sob sigilo". A redação do texto permite uma interpretação mais ampla e poderia punir, por exemplo, jornalistas que divulguem informações de uma investigação sob segredo de justiça.

A proposta causou revolta na Associação Nacional dos Jornais (ANJ), que chamou o projeto de tentativa de censura. “A Justiça brasileira já consagrou o princípio de que o segredo de justiça vale para os agentes de Estado e não para os jornalistas. Se uma informação chega para o jornalista ou repórter, ou se ele consegue essa informação, ele tem o dever de divulgá-la”, afirmou o diretor executivo da ANJ, Ricardo Pedreira.

Recentemente, o Tribunal de Justiça do DF proibiu o jornal O Estado de S. Paulo e o portal Estadão de publicar reportagens que contenham informações da Operação Faktor, mais conhecida como Boi Barrica. O recurso judicial, que pôs o jornal sob censura, foi apresentado pelo empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) - que estava no centro de uma crise política no Congresso.

Para a autora do requerimento, esses são apenas exemplos da tentativa do cerceamento do direito de expressão. “Não dá mais para cruzarmos os braços e acompanharmos a mordaça que aos poucos vem sendo colocadas na imprensa. Qualquer tipo de interferência do poder público na liberdade editorial de algum veículo é extremamente prejudicial para a democracia”, afirmou Liliane

A parlamentar adiantou que vai apresentar projetos de leis e ainda criar uma frente parlamentar mista durante o evento para garantir os direitos da imprensa e dos jornalistas. Para enriquecer o debate, representantes do Sindicato dos jornalistas, da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), do Ministério Público e da Universidade de Brasília (UnB), além do governo local, devem participar do evento.

Durante a sessão, o jornalista Mário Eugênio receberá homenagem póstuma aprovada pela Câmara Legislativa. Ele foi morto na porta da rádio Planalto, em 1984, após ter denunciado a prática de assassinato por autoridades da Segurança Pública da época.

O caso se tornou símbolo da luta pela garantia da liberdade de imprensa no Distrito Federal. Um dos representantes da cobertura do crime na época pelo Correio Braziliense, jornalista Renato Riella, também receberá uma moção de louvor pela série de matérias publicadas sobre o caso, que rendeu ao veículo o Prêmio Esso de Jornalismo.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Perspectivas após a morte de Osama Bin Laden




Por Elkia Carminati

Após 10 anos do maior ataque terrorista contra as torres gêmeas do World Trade Center. Osama Bin Laden e capturado e morto pela tropa americana.

Uma batalha que começou logo após, os atentados de 11 de setembro, e que teve um custo altíssimo aos cofres americanos e a milhares de jovens soldados que morreram por sua pátria.

Com a morte de um dos maiores lideres da Al-Qaeda qual será o cenário global? Há riscos a novos ataques?

Por um lado à nação norte-americana esta aliviada e inclusive festejando a morte de Bin Laden, mas por outro se encontra em alerta, pois com a morte de um líder paquistanês os seus seguidores podem reagir com novos ataques.

O alerta continua, pois Osama Bin Laden deixou seguidores bem preparados. Eles em manifestação queimaram a bandeira américa e gritaram “Morte aos Estados Unidos”

Para mula Asmatulah ex-deputado islamita ”Bin Laden e o herói do mundo mulçumano e seu martírio não acabara com o movimento”. O ex-deputado proclamou para cerca de 1.000 muçulmanos em protesto a morte de seu líder.

Mas uma das perspectivas que aumentaram bastante com a morte de Bin Laden e a reeleição do atual presidente dos Estados Unidos Barack Obama.

Outro fato que aconteceu depois da divulgação da morte de Bin Laden foi à alta na bolsa de Nova York, o índice Dow Jones subiu 0,28%, o Nasdaq 0,21% e S&P 500 alta de 0,24%.

Os dilemas dos deputados governistas

Foto meramente ilustrativa retirada do Google Imagens

Por Odir Ribeiro

Para quem pensa que a vida de um deputado distrital governista é fácil, está muito enganado. Nas próximas linhas vou mostrar que não é bem assim, os inúmeros pedidos de empregos e engolir sapos faz parte do seu dia-a-dia.

Mas, têm seus sabores isso é inquestionável. Como diz o sábio à função tem seus dissabores, mas, não deixa de vir acompanhada dos seus sabores, com essa redundância mesmo.

 Pontos Positivos

O sujeito vira centro de todas as atenções. Os jornalistas o assediam para as principais entrevistas.
  
As mulheres que sempre o acharam um ogro, mais feio que o Sherek, já mudam a concepção sobre a sua pessoa e começam a encará-lo como um príncipe de conto de fadas.

 Aquele dono de restaurante, que antes dele ser deputado, temia sua presença com medo da pendura. Hoje já o enxerga com outros olhos, pensando na possibilidade de empregar seu filho em alguma secretaria.  Devido a esse fato a boca livre rola solta.  

  Aquele líder comunitário que o via como um adversário feroz- começa a rever seus conceitos políticos- na esperança de conseguir um cargo em uma administração regional (de preferência DF-12) da qual o deputado é padrinho

Quando não vira um poderoso secretário do governo, indica alguém de sua confiança. Isso lhe garante bom status político.

 Se for solteiro um bom casamento ao estilo conto de fadas é garantido.

 Aprovar projetos de seu interesse é mais rápido que conexão de internet banda larga.

Pode comparar empresários donos de jornais- com dono de loja de sapatos- que ninguém fala nada de sua pessoa.

Pontos Negativos

Seu gabinete só vive cheio de “cabos eleitorais” pedindo emprego no governo.
Aquela pessoa que o parlamentar nunca viu na vida, diz insistentemente que o conhece. O pior de tudo menciona seu apelido de infância, que o deputado detesta na frente de todos.

O mais dramático de tudo que ele diz ser seu amigo de infância. Portanto, ele exige que arrume um bom emprego no governo.

 Até quando vai ao banheiro, aquele assessor capachão o acompanha.

Quando está tomando aquela cervejinha gelada com os amigos. A escalação para pagar a conta dos seus 70 amigos, que estão sentados à mesa é mais que certa. Detalhe: têm alguns desses “amigos” que o deputado nunca viu na vida.

 Quando há crise no governo o deputado governista serve de interlocutor. Seu celular não para de tocar por causa de jornalistas ensandecidos. Eles querem explicações referentes à crise governista e urgente. 

Ao ser escolhido para ser líder do governo -na Câmara Legislativa- ele tem que ficar vigilante para que os patrícios, não tomem a sua frente sobre as questões do executivo.

 Só porque você comparou as empresas jornalísticas, com loja de sapatos- os jornalistas- que cobrem o dia-a-dia na Câmara Legislativa ficam boicotando o nobre parlamentar.

 Tenho certeza que os amigos leitores, depois dessa necessária leitura.A sua visão sobre um parlamentar governista vai mudar ou não. Será que estou falando de uma crise pontual ou existencial? Só sei que paro de filosofar por aqui. Entenderam?

quinta-feira, 31 de março de 2011

O que é Andragogia?

Professor Edson Carvalho

Por Thaiza Murray

Você sabe o que é? A palavra vem do grego:

Andros = adulto agogos = educar

Então andragogia nada mais é do que a ciência de compreender, orientar ou ensinar o adulto a aprender. Segundo Bellan (2005,p.20) “a andragogia é a ciência que estuda como os adultos aprendem”.

De acordo com Malcolm Knowles, a andragogia é a arte e a ciência de ajudar o adulto a aprender, ao contrário da Pedagogia, responsável pelo ensino de crianças e adolescentes. No entanto, a pedagogia ajuda no desenvolvimento da andragogia.

As crianças não têm experiência de vida, então eles aprendem tudo que ensinam. Já o adolescente, costuma questionar alguns ensinamentos. O adulto traz consigo uma bagagem de vida. Quando aprendem algo novo, costuma relacionar com sua experiência diária. Diferente da criança e do adolescente, o adulto se volta com mais interesse ao aprendizado pela consciência de que necessita do conhecimento, que lhes faz falta. É fácil o professor perceber o interesse do aluno adulto quando está aprendendo a ler e a escrever.

A andragogia estuda também um método de ensino para a educação de adultos. O educador precisa conhecer bem essa ciência educacional para assim, saber adptar o modelo de ensino de forma mais didática dentro da realidade do adulto a fim de facilitar o aprendizado.

Nunca ensinei para adultos, mas tenho certeza que deve ser compensador. Segundo o professor Edson Carvalho, do Programa de Educação de Jovens e Adultos - Proeja, do Governo Federal, no Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, os adultos são mais interessados. "A satisfação maior é ver o interesse do aluno adulto em aprender, aquela ansiedade do novo, de recuperar o tempo que perdeu. Tudo se torna novidade para eles. E isso é compensador!", diz. No entanto, o maior desafio para um educador de adulto é a dificuldade no aprendizado, explica o professor Edson. "A dificuldade do adulto na educação está na interpretação do texto, pois não existe um conteúdo específico para a educação de adultos. Procuro buscar textos que sejam possíveis adaptar à realidade deles, textos que os remetam ao dia a dia, referências ligadas à realidade que eles vivem para que assim, haja uma identificação", explica.

O educador Edson criou a Oficina da Palavra, onde busca a interação entre o professor e o aluno como forma de facilitar a aprendizagem. "O primeiro passo é quebrar a distância que existe e assim, criar um ambiente de confiança, para que haja segurança do aluno em aprender. Pois alguns ficam com vergonha de perguntar, mas na verdade, nós, professores, aprendemos mais com eles. Aprendemos a lidar com a educação de adultos. E aprendemos a adaptar um texto à realidade deles.É verdadeira, uma arte, ensinar adultos", afirma.

Ao conversar com o professor Edson, pude perceber seu envolvimento com a educação e, principalmente, quando o assunto é educação de jovens e adultos. Quando ele se refere à dificuldade do adulto aprender, ao mesmo tempo, ele mostra a solução. E isso é andragogia, não só você ensinar o adulto, mas compreender, reinventar, criar métodos didáticos de ensino para ensinar e facilitar a educação de adultos.

quarta-feira, 16 de março de 2011

O Japão em alerta

 A crise nuclear no Japão pode ser comparada a Chernobyl

  
Por Elkia Carminati

No último dia 11 de março, o Japão sofreu um grande terremoto que ocasionou a formação de um Tsunami com cerca de 10 metros de altura. O que provocou o desaparecimento de algumas cidades litorâneas da região nordeste do Japão e em consequência houve a explosão da usina nuclear de Fukushima.

Com a explosão do terceiro reator de hidrogênio, em Fukushima Daiichi, o nível de alerta aumenta consideravelmente, podendo mudar de 4 para 6, um nível abaixo do maior acidente nuclear da catástrofe de Chernobyl, na Ucrânia, em 1986.

Chernobyl, é hoje um museu histórico do maior acidente nuclear já visto na história. Os níveis de radiação são altos até os dias de hoje. A cidade foi deixada desde a década de 80 e nunca mais foi habitada. Em alguns lugares é impossível existir vida.

Explosões nucleares sempre geram expectativas em relação a sobrevida das pessoas que vivem nas proximidades dessas usinas. Doenças como leucemia, câncer entre outras anomalias são comuns em países que sofreram tais danos. Por isso os técnicos responsáveis são rígidos em relação a segurança dessas usinas, pois o vazamento desses produtos radioativos são letais.

O porta-voz do governo Japonês, Yukio Edano, confirmou que a explosão afetou a piscina de condensação que é responsável pelo resfriamento do tanque. Esta piscina tem a função de evitar o vazamento de radiação em casos de acidente. A empresa Tokyo Electric Power Company (Tepco), adotou os procedimentos de evacuar os funcionários, pois, segundo Edano, existe a possibilidade de derretimentos dos reatores 1,2 e 3.

Segundo informações da Agência de Segurança Industrial e Nuclear do Japão, as primeiras amostragens mostram que os níveis de radiação quadruplicaram em 40 minutos e chegam a 8,217 microsieverts que é oito vezes maior que a permitida.

Para tentar evitar uma catástrofe ainda maior, o Japão pediu ajuda ao governo dos Estados Unidos. Uma das providencias adotadas foi anunciar a distribuição de 230 mil tabletes de iodo, usados em casos de exposição à radiação em um raio de 20 quilômetros do local do acidente.

Resultado da tragédia

  • 2 mil mortos contabilizados até o momento;
  • Milhares de pessoas desaparecidas e desabrigadas;
  • Não há luz e nem transporte público;
  • Os sistemas de comunicação estão funcionando de forma precária;

quinta-feira, 10 de março de 2011

Em busca do paraíso editorial

Imagem meramente ilustrativa retirada do Google Imagens

Por Laiz Marinho

Há algum tempo mídia divulgou a proposta de um grupo de 19 parlamentares da Islândia que tem o objetivo de tornar o país um paraíso livre para o jornalismo e a internet. Mas, como diz o ditado, para se chegar ao paraíso é preciso antes passar pelo purgatório. No caso, o inferno de um país quebrado em apenas alguns dias como vítima da crise financeira de 2008.

Essa nação de pequeno porte (mais ou menos do tamanho de Santa Catarina), com uma população menor que a do Distrito Federal e com melhor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do mundo, até os anos 90 sempre foi marginalizada pelas grandes potências europeias.

Um lugar sem nenhum atrativo, digamos assim, frio, sem atrações turísticas como castelos, catedrais (coisas que na região europeia atraem grandes quantidades de turistas) e paraísos ecológicos, já que quase toda a área natural foi destruída. Até a década de 90 a única renda do país era o pescado, e toda a economia praticamente estatizada.
 
O país então abriu as portas para o neoliberalismo e, em poucos anos, se transformou em um paraíso fiscal. Foram aventureiros, porém demais. O dinheiro foi chegando e trazendo diferença. O povo islandês se sentiu próspero. Mas aí, a crise apareceu e foi um balde de água fria. Estampado em todos os jornais do planeta, a Islândia era o primeiro país no mundo a declarar que tinha quebrado por conta da crise, ou seja, uma vergonha mundial. Do ápice ao declínio em um período muito curto.

Agora, depois do choque e de todas essas histórias, o país que virar a página, mais uma vez: de paraíso fiscal para editorial. A proposta ainda não foi posta em prática, porém pelo que se vê o ânimo tomou a vida das pessoas que ali moram e de jornalistas do mundo inteiro. A medida é inteligente e favorece o jornalismo que diversas vezes foi podado por leis que oprimem a liberdade de imprensa e também os investimentos em massa de conglomerados midiáticos que poderão surgir e tirar a Islândia novamente da sarjeta.

Para construir a proposta foram analisadas leis de liberdade de imprensa em vários países e dessa mescla surgiu a ideia. No caso, será criado um banco de dados de documentos secretos ou anônimos. As fontes de matérias jornalísticas também serão protegidas pela lei. A Islândia também vai criar O Prêmio Islandês para a Liberdade de expressão, que contemplará os atos corajosos de liberdade de expressão.
 
Existem também os contras dessa proposta. Nós somos jornalistas e o nosso sonho é um lugar como esse para não sofrermos mais com tiranias. Mas qual é o limite da liberdade de expressão? Talvez, muitas coisas erradas apareçam. Se existe abuso de poder de autoridades, pode acontecer da mídia querer fazer o quiser também. Essa é uma questão a se pensar.

Mesmo assim, temos que ficar de pé e parabenizar a Islândia. Essa medida é a cara do novo século, além de ser criativa e inovadora. Enquanto o Brasil só pensa em tampar buracos e construir viadutos, os islandeses estão olhando para o futuro. Bem que o país do Pré-Sal poderia seguir o exemplo e começar também a pensar em seu lugar nesse novo mundo.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Violência contra mulheres

 
Imagem meramente ilustrativa retirada do Google Imagens

Por Sirleynaya Christiam 
adaptado por Elkia Carminati

A violência é um termo de múltiplos significados, e vem sendo utilizado para nomear desde as formas mais cruéis de tortura até as formas mais sutis da violência que têm lugar no cotidiano da vida social, na família, assim como em outros meios de nossa sociedade.
 
A Organização Mundial da Saúde (OMS) define violência como “a imposição de um grau significativo de dor e sofrimento evitáveis”. Mas os especialistas afirmam que o conceito é muito mais amplo e ambíguo do que essa mera constatação de que a violência é a imposição de dor, a agressão cometida por uma pessoa contra outra; mesmo porque a dor é um conceito muito difícil de ser definido.
 
As Nações Unidas definem violência contra a mulher como: "Qualquer ato de violência baseado na diferença de gênero, que resulte em sofrimentos e danos físicos, sexuais e psicológicos da mulher; inclusive ameças de tais atos, coerção e privação da liberdade seja na vida pública ou privada".
 
As relações violentas, já que podemos chamar assim, existem desde os primórdios da humanidade, isto é, não é fruto do modo de produção vigente. Ainda que não desconsideramos que, a medida que as relações sociais vão se complexificando sob a égide do capitalismo, algumas facetas da violência tendem a se aprofundar.
 
Existem muitas formas de violência contra a mulher, dentre elas a violência psicológica, a física e a sexual.
 
A violência física é toda ação que produz dano à integridade física da pessoa: tapas, murros, empurrões, pontapés, puxões de cabelo, chicotadas, arranhões, mordeduras; provocar queimaduras; arrancar a roupa, amarrar, arrastar e deixar em lugares desconhecidos; atacar com armas brancas (dar facadas, usar porretes) ou armas de fogo (pistolas, revólveres); tentar afogar a vítima; obrigá-la a ingerir drogas ou medicamentos; recusar-se a cuidar e proteger alguém de situações de perigo ou danos evitáveis, entre outras.
 
Já a violência Sexual é toda ação na qual uma pessoa por meio da força, ameaças, intimidação e mesmo sedução, obriga outra a presenciar, a manter ou a participar de relação sexual não desejada, da qual o agressor tenta obter gratificação, tais como carícias não desejadas, comportamento indecente, exibicionismo e masturbação forçada; sexo forçado, realizar à força penetração oral, vaginal ou anal com pênis ou objetos; estupros; impedir o uso de anticoncepcionais; obrigar a parceira a fazer sexo com outras pessoas, entre outras.
 
No caso da violência psicológica é a ação ou omissão que causa ou visa causar dano emocional e diminuição da auto-estima ou que prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise degradar, controlar as ações da pessoa, seus comportamentos, crenças e decisões. Inclui: ameaças, constrangimento, insultos constantes, humilhação, ser ridicularizada e colocada de lado, receber críticas e comentários maldosos, chantagem, isolamento de amigos e familiares, referências preconceituosas a determinadas condições da pessoa, exploração, negligência, impedir a pessoa de sair de casa ou de sair sozinha.
 
A cada dois minutos, cinco mulheres são agredidas violentamente no Brasil, segundo pesquisa divulgada, pela Fundação Perseu Abramo em parceria com o Sesc. A situação era pior há dez anos, quando oito mulheres eram espancadas no mesmo intervalo de tempo.
 
A Lei Maria da Penha e as Politicas de erradicação de violencia contra mulher vem intimidando as continuas agressoes, visto que o reconhecimento e o respeito irrestrito de todos os direitos da mulher são condições indispensáveis para seu desenvolvimento individual e para a criação de uma sociedade mais justa, solidária e pacífica;
 
Com a finalidade de exercer a proteção da mulher, existe a Central de Atendimento à Mulher, o telefone é o 180, o qual funciona 24 horas por dia, de segunda à domingo, inclusive feriados. A ligação é gratuita e o atendimento é de âmbito nacional. Essa Central funciona com atendentes capacitadas em questões de gênero, nas políticas do Governo Federal para as mulheres, nas orientações sobre o enfrentamento à violência contra a mulher e, principalmente, na forma de receber a denúncia e acolher as mulheres vitimas de violência.
 
Ainda assim, existe a Delegacia de Defesa da Mulher, que recebe todas as queixas de violência contra as mulheres, investigando e punindo os agressores. Como em toda a Polícia Civil, o registro das ocorrências, ou seja, a queixa é feita através de um Boletim de Ocorrência, que é um documento essencialmente informativo, todas as informações sobre o ocorrido visam instruir a autoridade policial, qual a tipicidade penal e como proceder nas investigações.
 
O grave problema da violência contra a mulher pode e deve ser considerado como uma questão de saúde pública, além de uma violação explícita dos direitos humanos, o qual deve ser banido de nossa sociedade, visando um pais livre da violência Faça a sua parte. Denuncie caso você perceba que seus direitos estão sendo violados e não aceite ser mais uma vitima.
 
8 de Marco - Dia Internacional da Mulher
 
Com a Revolução Industrial e da Primeira Guerra Mundial, as mulheres passaram a fazer parte dos trabalhos nas indústrias. Mas as condições de trabalho, frequentemente insalubres e perigosas, eram motivo de frequentes protestos por parte dos trabalhadores. Protestos ocorreram em diversas cidades como: Nova Iorque, Berlim, Viena (1911) e São Petersburgo (1913). Mas o incendio na fabrica da Triangle Shirtwaist mataria 146 trabalhadores - a maioria costureiras.O real motivo do incendio seria as mas condicoes do edificio. 


  •  Em 1975 a ONU aprovou como o Ano Internacional da Mulher;
  • Em dezembro de 1977 o Dia Internacional da Mulher foi adotad pelas Nações Unidas, para lembrar as conquistas sociais,  políticas e económicas das mulheres.



Fonte: Wikipedia